O blog
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Projeções
Assim como dizia misteriosa faixa fixada no início da Avenida Barão em dezembro último: “Ele voltou...” pode-se dizer que eu também voltei. Após longo recesso, volto a escrever quinzenalmente no A Cidade. E como é típico desta época, é tempo de se fazer resoluções e projeções para o ano que se inicia.
Os economistas, assim como os meteorologistas, são muito criticados por suas projeções. Muitos confundem projeção com previsão. Previsão cabe aos astrólogos, cartomantes e outros que tentam adivinhar o futuro. Projeção é técnica. Baseado em fatos históricos, dados concretos e com aplicação de alguma metodologia faz-se a projeção de alguma coisa.
Outro dia vi um jornalista dizer estar cansado das “previsões” dos economistas que ora erram para baixo, ora erram para cima e nunca acertam seus palpites. Por mais que as projeções de analistas econômicos sejam pontuais até a segunda casa decimal, creio que nenhum acredita piamente que possa acertá-las sem desvios. As projeções, principalmente as de longo prazo, devem ser interpretadas como tendências e servem para ajudar na decisão do próximo passo a ser tomado pelos agentes econômicos. Não adianta querer exigir de um profissional algo impossível de ser feito (e este profissional tampouco pode vender algo impossível de ser entregue).
No final do dia, os constantes erros apontados pelo jornalista são, na verdade, naturais no exercício das projeções. Como errar é a norma, deve-se medir os economistas com a régua de quem erra menos. É assim que o Banco Central faz no ranqueamento das instituições e consultorias que fazem projeções econômicas. A empresa em que eu trabalho, a LCA, no final de 2008 e no auge da crise, era a única consultoria que projetava crescimento positivo do PIB para 2009. As demais eram catastróficas e diziam que seria bastante negativa a evolução da economia. Quase fomos chamados de cegos, surdos e loucos. Passou o ano e é consenso de mercado agora que de fato o PIB brasileiro terá evolução positiva. A LCA certamente errará o porcentual exato de evolução que projetava em 2008, mas os clientes da LCA que se balizaram neste número ficaram insatisfeitos com este “erro” vis-à-vis aqueles que tomaram decisões baseados em evolução negativa da economia? Certamente não.
Projeções para Pinhal
Neste espírito de se fazer projeções, aqui vão minhas projeções para Pinhal, em 2010:
- Após muita discussão, o contrato com a SABESP será assinado e surgirão muitas críticas dizendo que poderia ter sido melhor. A única saída para ter certeza de que se fez o melhor negócio e limitar o alcance das críticas é fazer uma licitação. Mas isto aparentemente nem entrou em pauta.
- Novamente a Festa do Café será um sucesso de público, a organização será um sucesso e fracasso de crítica (nunca sei em quem acreditar), as entidades dirão que saíram satisfeitas e a organização dirá que saiu insatisfeita, com prejuízo.
- Apesar de sair de pauta, o Hospital continuará com problemas financeiros.
- Os deputados que sempre nos saúdam por meio de anúncios nos jornais locais, visitarão a cidade entre julho e setembro.
- Os cafeicultores reclamarão de alguma coisa que os incomodará.
- Os repasses do Governo Federal para o Município aumentarão em relação a 2009, o que possibilitará a Prefeitura comprar novos imóveis.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Precatórios
A Prefeitura de Pinhal paga seus precatórios em dia? Não sei responder. Tampouco sei dizer se existe um estoque de precatórios no município. Mas tem muitos estados e municípios que estão altamente endividados com precatórios, sem ter como pagá-los e buscando na Câmara dos Deputados uma maneira de dar o calote nesta dívida.
Precatórios nada mais são que sentenças judiciais de ações movidas contra o poder público. Eles são categorizados em dois grupos: os alimentares e não-alimentares. Os alimentares são aqueles oriundos de processos trabalhistas contra o ente público. Os não-alimentares são aqueles de natureza diversa, como desapropriações contestadas, questionamentos de contratos públicos etc.
Se você está no trânsito e uma ambulância da Prefeitura bate no seu carro, você pode processar o município para reparar este dano. Seu processo deve demorar uns cinco anos para ser julgado. Uma vez dada a sentença você torna-se um precatorista, daí é torcer para que o governante de plantão tenha boa vontade e condições de te pagar e que não exista uma fila de precatoristas para receber antes de você.
No Brasil, estima-se que o estoque atual de precatórios seja de R$ 100 bilhões. Os maiores devedores são o Estado e o Município de São Paulo, com R$ 20 bilhões e R$ 15 bilhões respectivamente. Mas o ente federativo com situação mais crítica em relação a sua capacidade de pagamento é o Estado do Espírito Santo. Lá, estima-se que a fila de precatórios levará mais de 100 anos para ser paga.
Para dar uma falsa sensação de solução a este problema, os estados e municípios estão pressionando o Congresso para aprovar a proposta de emenda a Constituição que disciplina o pagamento deste estoque de precatórios limitando um percentual das receitas de cada ente para este fim. Além disso, a proposta cria um mecanismo de leilão no qual os precatoristas poderão oferecer deságios sobre seus precatórios para que o devedor os liquide. Mas trata-se de um leilão de um comprador só: o devedor. Logo, esperam-se grandes deságios configurando este mecanismo como uma espécie de institucionalização do calote.
A matéria é bastante sensível a advogados e construtoras, que são grandes precatoristas. Os primeiros por receber seus honorários como parcela das ações movidas por seus clientes e os segundos por serem grandes fornecedores do poder público. Portanto, estes agentes também têm se mobilizado e proposto alternativas ao leilão.
Uma destas alternativas envolve a criação de fundos de investimento em infraestrutura, nos quais os precatoristas trocariam seus precatórios por quotas destes fundos e o Governo Federal assumiria estes precatórios aportando os recursos necessários. Os Estados e Municípios passariam a dever, então, para o Governo Federal e não mais para os precatoristas. Outra alternativa seria o Governo Federal capitalizar uma empresa estatal com estes recursos e emitir para o precatorista ações desta empresa para serem negociadas em bolsa.
Mas o desfecho desta solução para os precatórios passará muito mais por negociações políticas do que técnicas, sem surpresas quanto a isso...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Gurus e Analistas. Quem compra?
Respondi que é muito confortável para a consciência de uma pessoa seguir as orientações de alguém que ela julga saber mais (ou ter maior informação). Se o investimento der certo, ela é esperta. Se der errado, ela culpa o sujeito que a orientou.
Conselhos de gurus são pouco eficazes. A lista de novos milionários não guarda relação com o número de livros vendidos pelos gurus. Isso me leva a crer que o guru ou aconselha deliberadamente de forma errada ou simplesmente suas estratégias não funcionam fora do contexto no qual elas uma vez funcionaram para ele.
Quanto às dicas dos analistas deve-se ter ciência que tratam-se de recomendações. Os analistas elaboram seus modelos, adotam suas premissas e chegam a um valor para a companhia analisada. Trata-se de um valor justo de mercado, um preço teórico dada as premissas adotadas. É, portanto, muito pretensioso chamar isto de preço-alvo da ação. A ação no mercado só chegará a este valor se todos os agentes concordarem com as premissas assumidas pelo analista, algo pouco provável.
Daí a importância de se dar ampla divulgação as premissas consideradas em cada análise. Todos os analistas que conheço são muito bons e competentes tecnicamente, mas isso de nada adianta se eles não tiverem bom senso e não forem bem assessorados na adoção de suas premissas.
No que tange os relatórios dos analistas de mercado, suas análises são boas e interessantes. Como geralmente estes profissionais estudam um pequeno número de setores, eles se tornam especialistas naqueles sob sua responsabilidade o que enriquece as análises.
O que há de mais útil nestes relatórios não é o preço-alvo de cada ação, mas sim a tendência do mercado no qual a empresa está inserida e como na visão do analista a companhia terá condições de aproveitar estas tendências para gerar valor a seus acionistas. Ou seja, associado a um estudo de mercado existe toda uma análise de riscos e oportunidades de se investir na empresa.
Com posse deste tipo de informação o investidor passa a interessar não pela companhia cujo preço justo de mercado esteja mais descolado do preço atual, mas por aquela que terá melhor condições de atingir este preço teórico. Isto é, aquelas empresas cujas análises assumem premissas que o investidor julgue mais factível serem concretizadas.
Na ausência de relatórios, os recursos disponíveis para um pequeno investidor tomar decisões seriam as fontes primárias que os analistas usam: projeções macroeconômicas de bancos ou consultorias, notícias e informações setoriais, que geralmente são feitas por associações da indústria, consultorias ou mídia especializada, e informações junto à própria empresa sob análise. O departamento de relações com investidores serve justamente para isso.
Sabesp
Só pra não esquecer: por que Sabesp OU licitação e não Sabesp COM licitação?
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Os Muppets do IPEA
Quem não se lembra do Muppet Show? O programa de TV com uns personagens de fantoche bizonhos que se assemelhavam a animais e viviam entrando em confusão. Aqui no Brasil, os personagens ficaram mais conhecidos com o desenho animado Muppet Babies que passava em canal aberto na década de 90.
Mais recentemente, os Muppets abandonaram a televisão e invadiram o IPEA. Resolveram fazer pesquisa econômica aplicada sem perderem o faro para a confusão. Assim como na TV, os Muppets do IPEA são liderados por Caco, ou Marcio Pochmann na versão do Instituto de Pesquisa. Caco é um sujeito de fala mansa que vive no mundo da lua fantasiando em conquistar sua paixão, a Miss Piggy.
O gigantismo estatal é a Miss Piggy de Pochmann. A Miss Piggy é uma charmosa e simpática porca loira de olhos azuis que sonha em virar estrela de TV, mas quando contrariada se torna violenta e agressiva. O Estado Miss Piggy é o idealizado por Pochmann.
Os Muppets do IPEA também são fantoches. São manipulados por idéias retrógadas de um desenvolvimento econômico a ser conquistado somente via intervenção direta de um Estado paternalista e onipresente na economia.

Pochmann e Caco: as semelhanças vão além da simpatia A última sugestão de intervenção estatal que o IPEA e Pochmann apresentaram foi o de redução da jornada de trabalho para 37 horas semanais em substituição das 44 horas atuais. Segundo um estudo do instituto de pesquisa, só assim haveria condições de o país atingir o pleno emprego. Ao lançarem a panacéia para a platéia de desempregados, no entanto, os pesquisadores esqueceram de avisar que isto estará associado à redução salarial do pessoal atualmente empregado. Sem contar os custos adicionais para o empregador que diminuiriam a competitividade da indústria e a perda de eficiência de se criar praticamente um quarto turno na jornada de trabalho.
Ao constatar que a distribuição do tempo de trabalho é desigual no país, com muitas pessoas trabalhando mais que 44 horas por semana e muitos com carga horária bastante reduzida, Pochmann comenta que “uma melhor redistribuição dessa jornada permitiria mais pessoas ocupadas do que a simples redução da jornada oficial”. O economista esquece de observar que esta redistribuição não pode ser imposta e o status atual tampouco foi fruto de uma decisão deliberada de algum ente do mercado.
Se há desigualdade nas jornadas, foi um ajuste natural da economia. Alterar esta distribuição requer intervenções nos mecanismos de incentivo do mercado de trabalho que invariavelmente tem como conseqüências o aumento nos custos de contratação e o crescimento de informalidade.
O estudo do IPEA complementa seu argumento dizendo que o fim do desemprego com a redução da jornada de trabalho só será possível assumindo a premissa de manutenção dos investimentos no aumento de capacidade produtiva e com uma evolução do PIB acima de 4% ao ano. Nada mais óbvio. Com soluções deste tipo, até mesmo Gonzo ou Animal poderiam sugerir políticas públicas. E pelo visto eles já estão fazendo isso.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
PCH polêmica
Concordo com a Cemirim quando o assunto é a PCH em estudo para ser instalada na região do bairro Veridiana. Ninguém ainda decretou que a usina será construída. Tudo é muito preliminar e ainda deve ser feito o estudo de viabilidade econômica e ambiental. Ou seja, se os danos à região atingida superarem os benefícios econômicos de uma PCH, o projeto será considerado inviável e engavetado.
Mas este estudo dos impactos ambientais deve ser feito com bases técnicas. Não será a gritaria de pessoas ambientalmente engajadas que determinará se os prejuízos são grandes ou pequenos. Este método de gritar ao invés de argumentar e de apelar para as emoções com o emprego de palavras do tipo “santuário”, “berço dos dourados” e “matança de peixes” são típicos de ambientalistas.
Muitas vezes este ambientalismo radical perde a razão quando confrontado com fatos e dessa maneira perde a credibilidade toda vez que se manifesta. Por isso não estou nem um pouco preocupado, a priori, com a PCH do bairro Veridiana e tampouco com os dourados que habitam por lá. Os estudos (e não os gritos) dirão se devemos nos preocupar ou não.
Quanto à justificativa econômica de se construir uma PCH, se ela irá atender a região, não faz sentido construí-la em locais muito distantes para integrar o sistema de transmissão nacional. Sua proximidade mitiga o risco de falhas na transmissão e diminui o custo de energia na ponta consumidora. PCHs geralmente atendem consumidores industriais da região em que estão inseridas. Por isso, comparar sua potência com a capacidade de produção do país também não faz sentido. Assim como essa PCH próxima a Pinhal representaria 0,0044% da potência instalada do Brasil, o PIB municipal pinhalense representa 0,018% do PIB brasileiro. Concluímos então que a economia da cidade é desimportante? Eu acho que não é por aí...
Doou por quê?
Foi veiculado no AC que a Prefeitura doou terras para uma empresa construir seu centro de distribuição que gerará mais de 50 empregos. É a política industrial pinhalense em ação. Desconheço os detalhes da negociação, mas fico curioso para um detalhe: por que doar algo que se pode emprestar, no caso, ceder o direito de uso? Para a empresa beneficiada o efeito prático pode ser o mesmo se forem pré-estabelecidas e cumpridas condições de renovação automática da cessão do terreno. Talvez a justificativa seja manter aberta a possibilidade de, daqui a 30 anos, a administração municipal de plantão poder comprar o terreno de volta...
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O papa e a crise
A mais recente encíclica do papa Bento XVI “Caritas in Veritate” (“Caridade na Verdade”) trata sobre o desenvolvimento humano. E como não podia deixar de ser, aborda temas contemporâneos como a atual crise econômica. Sobre ela, o papa é assertivo: a crise do sistema econômico é fruto da busca exacerbada do lucro.
Sem dúvida que a busca do lucro gerou a crise, mas é inquestionável que a procura incessante pelo lucro também será a causa da recuperação econômica que ocorrerá. A busca do lucro é inerente ao sistema e estará presente em todas as fases dos ciclos econômicos. Não é esta a causa das mazelas do planeta.
O sistema provoca desigualdade e é injusto? Sem dúvida. Mas não se pode negar que continua sendo o melhor sistema. Qualquer mecanismo econômico que parta da premissa de ser igualitário é utópico e insustentável. Já é notório que mesmo com todos os ganhos de produtividade, os recursos do planeta não são suficientes para atender satisfatoriamente toda a população do mundo.
Só para exemplificar, caso dividíssemos de forma igual estes recursos entre todos os habitantes do globo, poderíamos chegar a uma situação na qual não sobrariam recursos, por exemplo, para as pessoas comprarem este jornal que você está lendo agora. Só isto tornaria a publicação de jornais algo sem sentido e os profissionais que trabalham em jornais já perderiam seus empregos. Isto é sustentável?
O papa, em sua encíclica, parece reconhecer isto e argumenta que falta ao sistema agir, nesta busca do lucro, de forma mais ética, caridosa e ambientalmente sustentável. Nada mais justo e oportuno. Mas ilude-se quem acha que este conselho deva ser acatado e seguido espontaneamente pela figura impessoal do “sistema” ou pelos líderes e dirigentes das grandes corporações capitalistas. Estes são meros maximizadores de lucro dentro dos limites impostos pelo mercado. E o mercado é formado pelos consumidores.
O conselho do papa deveria, então, ser seguido por todos. Nenhum capitalista passará a buscar o lucro de forma sócio-ambientalmente sustentável se ele não for incentivado para tanto. E este incentivo só surgirá quando isto for exigido por seus consumidores.
É muito cômodo culpar os empresários e banqueiros pelas mazelas do planeta. Mudar de atitude e reconhecer a parcela de culpa de cada um deve dar muito trabalho. Pois, parece ser mais fácil continuar jogando papel na rua e comprando DVD pirata...
terça-feira, 7 de julho de 2009
Ganhei a Mega Sena. E agora?
Semana passada foi sorteado o maior prêmio da Mega Sena do ano. Foram cerca de R$ 55 milhões divididos por quatro bilhetes que acertaram todas as seis dezenas. Até onde eu sei, não foi ninguém de Pinhal quem levou essa bolada. Mas quem já não fez planos do que fazer com um prêmio da Mega Sena? Se algum leitor vier a ganhar, seguem alguns pontos a serem considerados antes de torrar todo o dinheiro em festas e nos novos parentes que aparecerão.
Sempre escuto histórias de pessoas que após ganhar grandes prêmios só compram imóveis e acabam imobilizando todo o prêmio. Conforme já escrevi anteriormente, ficar imobilizando recursos reflete uma visão retrógrada de bom investimento e criação de valor. Investir em imóveis é interessante? Sim, desde que se restrinja a uma parcela pequena do patrimônio.
Colocar tudo na poupança ou em um fundo de investimento conservador também já não é mais uma decisão óbvia para o premiado. Embora, em números absolutos, o rendimento mensal de um prêmio de loteria seja significativo, a tendência é este tipo de investimento ter nos próximos anos um rendimento cada vez menor dada as perspectivas de quedas cada vez maiores das taxas de juros reais da economia.
Uma economia com taxas de juros baixas deverá mudar a mentalidade do investidor brasileiro. Será o fim de uma era de ganhos sem riscos. Neste contexto, cada vez mais o investidor deverá buscar opções mais arriscadas de investimento se quiser buscar uma maior rentabilidade de seu patrimônio. Isto também contribuirá para a popularização de outras opções de investimento que sofriam concorrência desleal dos fundos de renda fixa, neste rol estão os títulos de dívida de empresas, as chamadas debêntures.
Para o ganhador da Mega Sena essa busca por mais risco e retorno quer dizer dedicar uma parcela cada vez maior de seu prêmio para o investimento em renda variável. Ou seja, investimento em ações de empresas e até mesmo em negócios próprios.
Espero que este seja o maior ganho do país com a queda dos juros: a criação de um espírito empreendedor naqueles que buscarem uma rentabilidade maior para seus investimentos. O Brasil só alcançará um bom nível de desenvolvimento econômico no dia em que um vencedor da loteria ao resgatar seu prêmio tenha o desejo de abrir um negócio próprio ao invés de deixar todo o dinheiro no banco rendendo juros.
