Coluna a ser publicada no Jornal A Cidade de 1 de Agosto de 2009
Concordo com a Cemirim quando o assunto é a PCH em estudo para ser instalada na região do bairro Veridiana. Ninguém ainda decretou que a usina será construída. Tudo é muito preliminar e ainda deve ser feito o estudo de viabilidade econômica e ambiental. Ou seja, se os danos à região atingida superarem os benefícios econômicos de uma PCH, o projeto será considerado inviável e engavetado.
Mas este estudo dos impactos ambientais deve ser feito com bases técnicas. Não será a gritaria de pessoas ambientalmente engajadas que determinará se os prejuízos são grandes ou pequenos. Este método de gritar ao invés de argumentar e de apelar para as emoções com o emprego de palavras do tipo “santuário”, “berço dos dourados” e “matança de peixes” são típicos de ambientalistas.
Muitas vezes este ambientalismo radical perde a razão quando confrontado com fatos e dessa maneira perde a credibilidade toda vez que se manifesta. Por isso não estou nem um pouco preocupado, a priori, com a PCH do bairro Veridiana e tampouco com os dourados que habitam por lá. Os estudos (e não os gritos) dirão se devemos nos preocupar ou não.
Quanto à justificativa econômica de se construir uma PCH, se ela irá atender a região, não faz sentido construí-la em locais muito distantes para integrar o sistema de transmissão nacional. Sua proximidade mitiga o risco de falhas na transmissão e diminui o custo de energia na ponta consumidora. PCHs geralmente atendem consumidores industriais da região em que estão inseridas. Por isso, comparar sua potência com a capacidade de produção do país também não faz sentido. Assim como essa PCH próxima a Pinhal representaria 0,0044% da potência instalada do Brasil, o PIB municipal pinhalense representa 0,018% do PIB brasileiro. Concluímos então que a economia da cidade é desimportante? Eu acho que não é por aí...
Doou por quê?
Foi veiculado no AC que a Prefeitura doou terras para uma empresa construir seu centro de distribuição que gerará mais de 50 empregos. É a política industrial pinhalense em ação. Desconheço os detalhes da negociação, mas fico curioso para um detalhe: por que doar algo que se pode emprestar, no caso, ceder o direito de uso? Para a empresa beneficiada o efeito prático pode ser o mesmo se forem pré-estabelecidas e cumpridas condições de renovação automática da cessão do terreno. Talvez a justificativa seja manter aberta a possibilidade de, daqui a 30 anos, a administração municipal de plantão poder comprar o terreno de volta...
O blog
Este blog foi criado em 2008 para a postagem das minhas colunas que eram publicadas no Infomoney e no extinto A Cidade.
Atualmente publico no jornal O Pinhalense e no site O Financista.
Aproveitem!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
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